sábado, 18 de novembro de 2017

Quem poderá salvar a Liga da Justiça?

 Esse texto contém spoilers do filme.

Filme da Liga da Justiça está em cartaz nos cinemas.

Por Fernando Jácomo

"Marta! Diga Marta!" - Assim fiquei repetindo a frase quando Superman (Henry Cavill) retorna dos mortos e pega Batman (Ben Affleck) pelo pescoço no novo Liga da Justiça de Zack Snyder e Joss Whedon. Seu ódio decorrente da última batalha amarga e interrompida por aparições inesperadas como Doomsday e Mulher-Maravilha (Gal Gadot), foram expressamente representadas no momento de desorientação em que Kal-el se encontrara. Diante de figuras estranhas, ressuscitado dos mortos e sem a sua própria vontade, Clark inicia uma luta sem igual que culmina em um encontro com Batman, o homem que até sua morte, arquitetara um plano para matá-lo. 

"Eles vão matar Marta!", impediu isso... mas não iria impedir aqui. A solução então veio de forma real e justa... Lois Lane impede o pior.

E a Liga da Justiça é formada. Obviamente que para chegar até este ponto sublime e épico, o telespectador precisa assistir a mais de uma hora de um filme de super-heróis bem controverso (e um pouco medíocre). 

Hue Hue Hue
Com uma roupagem recheada de piadas um tanto fora do tom (e do ritmo) para agradar o grande público, Liga da Justiça abandona seu maior trunfo de ser sombrio, divino e épico para tentar ser mais uma "Marvel".

Joss Whedon - o "cara" dos Vingadores (da Marvel) - assume o longa após este ter sido trabalhado 75% por Zack Snyder (o "cara" visionário de 300, Watchmen, Superman e Batman versus Superman). A saída de Snyder é justificada - problemas pessoais decorrentes do suicídio de sua filha, o levaram à essa decisão justa - porém o que resta saber é se a mudança do tom é uma característica de Whedon, uma demanda do estúdio ou um mix das duas coisas.

Fato é que tecnicamente não deu muito certo. Talvez para o grande público funcione. E acredite, não estou torcendo contra: espero que funcione pois precisamos mais da DC nas telas.

Outro ponto negativo é o subaproveitamento (especificamente) de Aquaman (Jason Momoa) que está fadados à diálogos fracos, um plot interessantíssimo deixado de lado e diversas câmeras lentas com a água escorrendo pelo seu corpo ou seus cabelos sendo jogados ao vento. Ter ou não ter Aquamen nesse filme, não faz diferença alguma. 

Os demais heróis (e até o vilão, Lobo da Estepe) também transitam entre altos e baixos: sempre com muitas piadas desnecessárias parecendo perder o compasso. 

Diferente dos demais filmes do gênero, o longa volta à vida no terceiro ato com o retorno de Superman. Porém ainda com um descrédito (e furo de roteiro) nesse ponto: todas as tramas dos personagens, incluindo a principal - que é "proteger a caixa materna" - são deixadas de escanteio (literalmente no caso da caixa materna).

Por alguns momentos, o roteiro repetitivo (e até o discurso do "medo") se aproximam do odiado Lanterna Verde (2011).

"Sou fã, quero service!" (Érico Borgo, Omelete)
Mas ainda fazendo o advogado do diabo, a maioria dos críticos têm detonado Liga da Justiça e isso é um pouco injusto. O fato de ver heróis tão icônicos reunidos, me lembrou os dias em que assistia à Super-Amigos comendo bolachas recheadas (sou paulista, não falo "biscoito"). Há um fator nostalgico nos lampejos da trilha sonora que aceleram o coração quando tocadas - mesmo que seja uma única nota. Isso realmente anima e torna o filme uma experiência que pode ser memorável.

As batalhas na ilha das amazonas, o flashback com um lanterna verde, o risco do Lobo da Estepe (mesmo muita gente tendo odiado seu aproveitamento) colaboram com o conjunto.

Ainda é um embrião da nossa Liga da Justiça. Um primeiro episódio. As falhas, as humanidades e os ideais altruístas de cada personagem aos poucos se revelam. É como se nesse episódio, os nossos heróis começassem a galgar mais um degrau do seu "Olimpo", deixando de ser humanos e se tornando deuses entre nós... mesmo que seja a passos de tartaruga. 

Nota [1-5]: 3,5
O pior: Chances foram desperdiçadas, excesso de piadas e subaproveitamento dos personagens/atores
O melhor: O retorno do Superman

Fernando Jácomo é Analista de Sistemas com MBA em Gestão de Negócios, nerd e estudante de História,  acredita que faltou mais do Snyder no filme.



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