terça-feira, 31 de outubro de 2017

Thor cômico de Taika Waititi reforça o novo posicionamento da Disney e Marvel: entreter o público

Thor: Ragnarok se propõe a reinventar o herói Thor em um novo filme que mistura ação e comédia. Em doses questionáveis de humor, o longa pode agradar o grande público mas incomodar alguns fãs mais calorosos.

Diretor Taika Waititi e elenco
Taika Waititi é um nome cacofônico - típico de trava-línguas com a letra T - que dá nome à um diretor, ator, escritor e produtor neozelandês de grande talento e veia cômica. Suas histórias se baseiam no timing e em um humor que relaciona situação à personagens de forma natural e fluída.

Pensando no diretor e no direcionamento que a Marvel Studios deu à muitos personagens, surge Thor: Ragnarok, o terceiro filme solo do herói Thor, vivido por Chris Hemsworth - que também já deu longos passos na comédia nos últimos anos - e o décimo sétimo filme do universo cinemático da Marvel Studios.

A trama acompanha o desfecho dos eventos de Thor: Mundo SombrioVingadores: A Era de Ultron, mostrando a incursão da vilã Hela (Cate Blanchett) à Asgard, levando aos eventos que podem ocasionar ao Ragnarok (o fim do mundo nórdico). Durante os eventos, Thor e seu irmão Loki, o príncipe das trapaças (vivido por Tom Hiddleston), são desolados no planeta Sakaar - lar da Graphic Novel "O Planeta Hulk" publicado entre 2006-2007 - onde o deus do trovão se vê forçado a batalhar em uma arena com o Vingador Hulk (Mark Ruffalo). Na trama, a personagem Valquíria (Tessa Thompson) trabalha para o líder de Sakaar, o Grão-Mestre (Jeff Goldblum) e Thor precisa confrontá-los para se livrar da situação e poder voltar para Asgard com o objetivo de livra-la das mãos de Hela.

A história e o roteiro são fechados. Waititi e Hemsworth embalam a história com muito humor e Led Zeppelin (assim como o primeiro trailer). O humor e visual que por alguns minutos se parecem o propositalmente trash Kung Fury de 2015, renova o universo de Thor. Durante minha sessão, gargalhadas puderam ser ouvidas pelo cinema, amigos classificaram o filme como "o filme mais engraçado da Marvel" e críticos compararam o novo Thor com a época de Kirby e Walt Simonson.

Sapo Thor - Mencionado no longa que possui dezenas de Easter Eggs para agradar aos fãs
Mas...

O excesso de piadas tira o Thor clássico de seu eixo.  Para o fã clássico poder gostar de Thor: Ragnarok, será preciso entender que esse é um novo Thor. Mas não me entenda mal, há consistência no personagem. Desde o primeiro filme, vemos Thor Odinson saindo de Asgard, engolindo seu orgulho e buscando formas de se tornar digno novamente. O terceiro longa concretiza essa visão e encerra a jornada do herói nórdico de forma coesa.

Entretanto, temos que notar que o filme de Waititi tem uma lista de propósitos maiores como: divertir a maior quantidade de pessoas, atrair uma gama de fãs casuais (que conhecem a Marvel somente nos cinemas), levar a família para os cinemas e vender bonecos. Essa é a Marvel feliz, dos parques de diversão, da Disney, do universo fantástico e maravilhoso. As cores e os timings são provas disso.

Waititi coloca sua marca na franquia Thor e consolida o tom que se espera para o herói. Infelizmente os personagens de Anthony Hopkins e Cate Blanchett ganham uma camada secundária que é pouco explorada. Blanchett, que já mostrou sua versatilidade interpretando 13 personagens em Manifesto, dá uma roupagem diferente para os vilãos da Marvel, porém que merecia maior importância. Sua impossibilidade de invadir os outros reinos, causar destruição e ser efetivamente uma ameaça maior na trama, parecem uma chance desperdiçada. 

Loki e Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) também perdem sua relevância e parecem ter sido deslocados do contexto em alguns momentos.

Taika e Chris no set de Thor: Ragnarok

Aceita que dói menos

Por sorte o filme acerta nas cenas de ação e nos efeitos visuais. As lutas são bem coreografadas e Led Zeppelin completa-as de forma que empolgam em muito a plateia já aberta dada a quantidade de risadas que o longa propicia.

No terceiro ato, nada parece estar fora do lugar. Todo o desfecho e toda a simplificação de ambiente criam um elo que vincula o universo dos Vingadores na Terra com o universo de Guardiões da Galáxia no espaço. É chegada a hora dos heróis se unirem mais uma vez... mas com um pouco mais de seriedade, afinal de contas, estamos falando de Thanos.

Thor: Ragnarok  
Nota (1-5):  3 





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